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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Anseriformes
Família: Anatidae
 Leach, 1820
Subfamília: Anatinae
 Leach, 1820
Espécie: C. moschata

Nome Científico

Cairina moschata
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Muscovy Duck


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pato-do-mato

O pato-do-mato é uma ave anseriforme da família Anatidae.
Foi domesticado pelos grupos indígenas da América do Sul por sua carne. É o ingrediente fundamental do prato paraense, o pato no tucupi, também de origem indígena.

Nome Científico

Seu nome científico significa: de Cairina = do Cairo, originário desta cidade, capital do Egito; e de moschatus, musky = almiscarado, almíscar. Sobre Cairina temos ⇒ “Aldrovando dice que le conduxéron á Italia del Cayro; pero tengo por mas cierto que fué de aquí.” (de Azara, 1802-1805). ⇒ (Pato) almiscarado do Cairo.

Características

O macho é quase o dobro do tamanho das fêmeas e jovens. Quando passam voando juntos, é possível distinguir os sexos no ar. Apresentam comprimento aproximado de 85 centímetros, envergadura de 120 centímetros e peso no macho de 2,2 kg; por sua vez, a fêmea pesa aproximadamente a metade.
Ao contrário dos exemplares domésticos, as aves selvagens têm o corpo todo negro, com uma área branca nas asas. Esse branco, nem sempre visível quando pousado, torna-se nítido ao voar e é bastante extenso, aumentando com a idade. Em indivíduos juvenis apresenta-se como uma pequena mancha branca.
Além do tamanho, os machos possuem outra característica exclusiva: a pele nua vermelha ao redor dos olhos, bem como uma carúncula da mesma cor acima da base do bico. Não emitem chamados em voo ou pousados, somente um sibilo agressivo nas disputas entre machos, produzido pelo ar expulso com força pela boca entreaberta. A batida de asas é relativamente lenta e produz um sibilar notável, quando passam próximo.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).

Alimentação

Sua alimentação consiste em raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, anfíbios, répteis, crustáceos, insetos, pequenos mamíferos (sobretudo roedores), peixes de pequeno e médio porte, pequenas cobras, filhotes de tartaruga e centopéias. Além disso, realizam a filtragem da água em busca de invertebrados aquáticos, com o bico, na lama do fundo ou na água, nadando com a cabeça e pescoço afundados.

Reprodução

Os ninhos são feitos em ocos de árvores, às vezes palmeiras mortas cujo interior está oco. Muitos são ninhos a 5 ou 6 metros de profundidade em relação à boca, localizados próximo à água ou na margem das matas próximas. O filhote sai do ninho logo depois do nascimento, sendo chamado pela pata, do lado de fora. A ninhada segue-a, caminhando para a água mais próxima. O período reprodutivo vai de outubro a março.

Hábitos

Seus voos são matinais ou vespertinos, entre os pontos de pouso e locais de alimentação. Dormem empoleirados nas piúvas e outras árvores altas, tanto isoladas em capões, como nas matas ribeirinhas. Para alcançar os galhos horizontais de dormida, necessitam de um acesso livre de vegetação. Possuem unhas afiadas nas patas, usadas para empoleirarem-se ou como arma, nas disputas territoriais e por fêmeas. Vivem em grupos pequenos, de até uma dúzia. Pousam sobre árvores desfolhadas para observar os arredores, descansar ou mesmo dormir.

Predadores

Sucuri:

Distribuição Geográfica

Presentes em todo o Brasil, mas em menor número no leste e sul do País, em consequência da caça indiscriminada. Na América, são encontrados desde o México até a Argentina.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos